O valor de existir nas fotos: mães também fazem parte da história
Compartilhe
Quem sempre registra também precisa ser lembrado
Existe uma ausência comum quando se revisita os álbuns de família. Não é?
Pelo menos aqui em casa é assim. E, pasmen, em casa de ferreiro o espeto é de pau hehe.
revendo os meus álbuns de infância eu notei que a minha mãe aparece pouco nas fotos, e conversando com alguns amigos sobre isso, me caiu a ficha...
As mães aparecem pouco.
E quando aparecem, muitas vezes é de forma secundária, rápida, sem a mesma intenção que existe ao fotografar os outros.
Isso acontece sem perceber.
Elas estão ocupadas organizando o momento, cuidando dos detalhes, garantindo que tudo aconteça.
E, no meio disso, deixam de se colocar dentro da própria história.
O problema não está no agora.
Está no depois.
Quando o tempo passa e as lembranças começam a depender das imagens, essa ausência aparece com mais força.
As fotos mostram os filhos crescendo.
Mostram os momentos vividos.
Mas não mostram quem esteve ali o tempo todo.
Estar na foto não é sobre estética.
Não é sobre estar arrumada o suficiente ou no momento ideal.
É sobre presença.
Sobre existir dentro da memória que está sendo construída.
Para os filhos, isso tem um peso diferente.
Eles não procuram a foto perfeita.
Eles procuram referências.
Querem ver como era o olhar, o cuidado, a proximidade.
E quando isso não está registrado, falta.
Talvez uma das decisões mais importantes dentro da fotografia de família seja essa.
Permitir que quem sempre esteve por trás,
também faça parte da imagem.
Não como exceção.
Mas como parte essencial da história.
Como funciona a entrega das fotos no estúdio Josef Ponciano?
Quanto custa um ensaio fotográfico em Riozinho, Rolante e Taquara?
Fotografia de Estúdio em Riozinho e Rolante: memórias únicas registradas com sensibilidade
Chá de Bebê: Como Criar uma Festa Memorável (e Registrar Cada Sorriso!)